O que leva um ser humano a juntar ectoplasma, dança do ventre, terço da libertação (rezado todas as 5ª feiras às 5:30!!!!) e, para acabar este “moído”, pedir para você tentar se livrar de você mesmo?! Só pode ser a bendita globalização... Não consigo achar outra explicação possível (e plausível). Mas, tô colocando o carro na frente dos bois. Vamos começar do começo, de preferência.
Eu e minha amada fomos tomar sorvete (a sobremesa preferida dela) no sábado à noite. Na volta para casa, ligamos o rádio do carro e, ao procurar uma estação que prestasse, achamos esse tesouro! Qual tesouro? Esse da história acima, oras. Imaginem: sábado à noite, mais ou menos 22h, voltando para casa depois de um sorvetinho, uma baita tempestade de verão rolando e começamos a ouvir uma voz feminina no rádio... Eloqüência é pouco: a menina “desembestou” a falar. Não parava mais! Se fosse homem juraria que estava bêbado – rrsss. Acho que ela estava admirada dela mesma. E foi assim: começaram a surgir as pérolas. Quase bati o carro 2 vezes: a primeira foi quando ela citou a palavra “ectoplasma” – nem ela sabe o que é (muito menos eu, é claro...). A segunda foi quando ela disse que “você tem de se livrar de você mesmo”. Tive de parar para dar risada! Minha amada, que só dá boas risadas se a piada for boa mesmo, quase teve cólica! Não bastasse, a bendita radialista ainda faz atendimento ao vivo! Mas, não vou me alongar. Basta saber que o caso era de uma pessoa que quer melhorar na vida profissional e nossa magnânima sugeriu ficar onde está e “vibrar” positivamente. Excelente, não acha? Eu também...
Bem que meu avô falava: ser-humano sem chão é que nem pára-quedista: só acaba quando cai...
28 outubro 2008
A arte
A arte, para mim, tem que beirar mais a clássica do que a moderna. Se bem que, posso até considerar uma tendência clássica-moderna - mas, que seja clássica, por favor. Não sei por que, mas faz mais sentido desse jeito. Quando estou diante de uma peça mais moderna, não paro de retorcer meu cérebro - e meu fígado, para entendê-la. Sei lá, acho que por isso é arte, né? ou não... Mas, como estou muito longe de ser crítico de arte, fico mais perto do “povão”: sem métricas, sem teorias. Fico apenas, e justamente, com minha experiência. Uma coisa entre nós (eu e a peça) e, por isso, prefira o clássico: eu olho, vejo, sei perfeitamente o que é (que Sócrates não me leia) e sinto! Simples assim! A sintonia é tão grande que, quando estou diante de uma peça que nunca vi, tento adivinhar seu título. Acreditem: acerto na maioria das vezes! Até eu me impressiono com isso. Hoje mesmo, estava diante de uma tríade que “falava” das fases de uma mulher, e adivinhem: errei o nome! Chamava-se “A ascensão dos anjos”. Pois é, acho que o artista era moderno demais...
O mote
Estava eu, neste sábado chuvoso, sem ter o que fazer, pensando na vida - confesso que trabalho bem a ociosidade, mas, não ter o que fazer me aflige. Já tentei de tudo: jogar cartas, ler etc. Engraçado que isso foi no final do dia, já que eu, minha esposa e a tia Dalva estivemos em SP para passarmos um dia, digamos, cultural. Primeiro, uma exposição de um tal de Buonarotti. Depois, um passeio pela Pinacoteca do Estado e, na esquina em frente, uma passada rápida por Machado de Assis. Sobrou tempo para irmos até a fundação Oscar Americano, mas ela não tinha mais tempo para nós: fechada. Que tal um café? Pois fomos. Assim encerramos e voltamos à Campinas. Peço que entenda, por isso, por que estou me coçando e pensando. Não consigo desligar. Daí, achei legal fazer uma coisa que nunca fiz: escrever. Tema livre (ou quase), para não ter tanto trabalho, além daquele normal para mim. Aliás, um detalhe: nada mais livre do que escrever sobre o passado recente, difícil é entender o tamanho da importância dele no futuro... Pois bem, e aí? Escrever o quê do passado recente? Cronologicamente? Por assunto? O tema é livre, pombas! (Oba!) Então, prepare-se para um emaranhado de temas, conexos ou não, com sentido ou não, interessantes ou não. Uma coisa tenha certeza, não faz diferença nenhuma começar por aqui ou por lá. É livre!! (oba...) .
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